Esboços para pregadores: Salmo 123
Esboços de sermão e divisões homiléticas sobre o Salmo 123, reunidos por Charles Spurgeon para quem vai pregar.
Leia o Salmo 123 na íntegra no Midvash, na King James Fiel
Salmo Inteiro. Temos aqui,
A oração da dependência, Salmos 123:2.
A oração da apreensão: "A ti", etc.
O espírito de obediência: "Como os olhos dos servos", etc.
A paciência dos santos: "Até que tenha misericórdia de nós."
— R. Nisbet.
Salmo Inteiro. Olhos e não-olhos.
- OLHOS.
(a) Para cima, em confiança, em oração, em pensamento.
(b) "Para", em reverência, vigilância, obediência.
(c) Para dentro, produzindo um clamor por misericórdia.
- NÃO-OLHOS.
(a) Nenhuma visão da excelência dos piedosos.
(b) Nenhum senso do próprio perigo: "à vontade."
(c) Nenhuma humildade diante de Deus: "soberbos."
(d) Nenhum olhar erguido em esperança, oração, expectativa.
Versículo 1Salmo 123:1
Os olhos da fé.
Precisam ser erguidos.
Veem melhor para cima.
Sempre têm algo a ver para cima.
Olhemos para cima, e assim desviemos os olhos do excesso de introspecção e retrospecção.
A linguagem da adoração: "Tu que habitas nos céus."
A linguagem da confissão.
(a) Da necessidade.
(b) Do desamparo.
A linguagem da súplica: "A ti", etc.
A linguagem da expectativa; como se mostra em Salmos 123:2. — G. R.
Versículo 2Salmo 123:2
(Salmos 121:4 com este versículo.) Dois "veja".
O olhar vigilante de Deus sobre nós.
O olhar vigilante do santo sobre Deus.
Os nossos olhos esperam no Senhor nosso Deus.
O que é esperar com o olhar.
Que aspecto peculiar do Senhor sugere tal espera: "Jeová nosso Deus." O Deus do pacto é o Deus em quem se confia.
O que resulta de tal espera — "misericórdia."
A mão que guia.
Uma mão que acena — para nos aproximar.
Uma mão que dirige — para irmos aqui e ali.
Uma mão quieta — para permanecermos onde estamos. — G. R.
Metáforas caseiras, ou o que se pode aprender das servas e suas senhoras.
Versículo 3Salmo 123:3
A Ladainha do Pecador. A Súplica do Santo.
O desprezo do mundo, a sua abundância, a sua razão, a sua amargura, o consolo diante dele.
Versículos 3–4Salmo 123:3-4
- A ocasião da oração: o desprezo dos homens. Este é muitas vezes o mais difícil de suportar.
(a) Porque é o mais irracional. Por que ridicularizar os homens por cederem às suas próprias convicções sobre o que é certo?
(b) O mais imerecido. A verdadeira religião não prejudica ninguém, mas busca o bem de todos.
(c) O mais profano. Reprovar o povo de Deus por ser seu povo é reprovar o próprio Deus.
- O objeto da oração.
(a) A oração: não é por justiça, que se poderia desejar, mas por misericórdia.
(b) O argumento: Pois estamos, etc. As afrontas dos homens são um incentivo a buscar ajuda especial de Deus. A harpa pendurada nos salgueiros emite os seus tons mais doces. Quanto menos está em mãos humanas, mais livremente é tocada pelo Espírito de Deus. — G. R.
Versículo 4Salmo 123:4
Os que vivem à vontade.
Explique o seu estado: "à vontade."
Mostre o seu estado de espírito habitual: "soberbos."
Denuncie o seu pecado frequente: o escárnio dos piedosos.
Exponha o seu terrível perigo.