Salmo 80
Leia o Salmo 80 na íntegra no Midvash, na King James Fiel
TÍTULO. Ao Músico-Chefe, sobre Sosanim-Edute. Pela quarta vez temos um cântico sobre Sosanim, ou os lírios; os anteriores foram os Salmos 45, 60 e 69. Por que se dá este título seria difícil dizer em todos os casos, mas a forma deliciosamente poética do presente salmo bem justifica o encantador título. Edute significa testemunho. O salmo é um testemunho da igreja como um "lírio entre espinhos". Alguns intérpretes entendem que o presente título se refira a um instrumento de seis cordas, e Schleusner traduz as duas palavras como "o hexacórdio de testemunho". Pode ser que pesquisas futuras venham a esclarecer estes "ditos obscuros sobre uma harpa". Contentemo-nos em aceitá-los como prova de que o cântico sagrado não era pouco estimado nos dias antigos. Um Salmo de Asafe. Um Asafe posterior, suporíamos, que teve a infelicidade de viver, como o "último menestrel", em tempos maus. Se for o Asafe dos dias de Davi, este salmo foi escrito no espírito de profecia, pois canta tempos desconhecidos a Davi.
DIVISÃO. O salmo se divide naturalmente pelo refrão que ocorre três vezes: "Faze-nos voltar, ó Deus", etc. Salmos 80:1-3 é uma abertura de invocação ao Senhor Deus de Israel; de Salmos 80:4-7 há uma lamentação sobre a desgraça nacional, e de Salmos 80:8-19 a mesma queixa se repete, a nação sendo representada numa bela alegoria como uma videira. É um salmo pesaroso, e seus lírios são lírios do vale.
Exposição
Versículo 1Salmo 80:1
Dá ouvidos, ó Pastor de Israel. Ouve os balidos do teu rebanho sofredor. O nome é cheio de ternura, e por isso é escolhido pelo salmista angustiado: corações partidos se deleitam em nomes de graça. O bom e velho Jacó gostava de pensar em Deus como o Pastor de Israel, e este verso pode remeter à sua expressão de moribundo: "Dali é o Pastor, a Pedra de Israel." Podemos ter certeza de que aquele que se digna a ser pastor de seu povo não fechará os ouvidos às suas queixas.
Tu que conduzes José como um rebanho. O povo é aqui chamado pelo nome daquele renomado filho que se tornou um segundo pai para as tribos, e as manteve vivas no Egito; possivelmente eram conhecidos pelos egípcios sob o nome de "a família de José", e, se assim for, parece mais natural chamá-los por esse nome aqui. O termo pode, contudo, referir-se às dez tribos das quais Manassés era o chefe reconhecido. O Senhor já havia, antigamente, no deserto, conduzido, guiado, pastoreado todas as tribos; e, por isso, o apelo é feito a ele. Os feitos passados do Senhor são fortes fundamentos para o apelo e a expectativa quanto ao presente e ao futuro.
Tu que habitas entre os querubins, resplandece. A presença especial do Senhor se revelava sobre o propiciatório entre os querubins, e em todas as nossas súplicas devemos chegar ao Senhor por este caminho: só sobre o propiciatório Deus revela sua graça, e só ali podemos esperar comungar com ele. Invoquemos sempre o nome de Jesus, que é o nosso verdadeiro propiciatório, a quem podemos chegar com ousadia, e por meio de quem podemos aguardar uma manifestação da glória do Senhor em nosso favor. Nosso maior temor é a retirada da presença do Senhor, e nossa mais brilhante esperança é a perspectiva do seu retorno. Nos tempos mais escuros de Israel, a luz do rosto de seu Pastor é tudo o que ela precisa.
Versículo 2Salmo 80:2
Perante Efraim, e Benjamim, e Manassés, desperta o teu poder, e vem salvar-nos. É sábio mencionar os nomes do povo do Senhor na oração, pois lhe são preciosos. Jesus traz os nomes de seu povo sobre o peitoral. Assim como a menção dos nomes de seus filhos tem poder junto a um pai, assim é com o Senhor. Os três nomes eram próximos por parentesco; Efraim e Manassés representam José, e era conveniente que Benjamim, o outro filho da amada Raquel, fosse mencionado no mesmo fôlego: estas três tribos costumavam marchar juntas no deserto, seguindo logo atrás da arca. A oração é para que o Deus de Israel se mostre poderoso em favor de seu povo, expulsando seus inimigos e salvando o seu povo. Que nestes dias o Senhor se digne lembrar de cada parte de sua igreja, e faça com que todas as suas tribos vejam a sua salvação. Não mencionaríamos apenas a nossa própria denominação, mas elevaríamos oração por todas as seções da única igreja.
Versículo 3Salmo 80:3
Faze-nos voltar, ó Deus. Não se diz tanto "faze voltar o nosso cativeiro", mas "faze-nos voltar". Tudo se ajeitará se nós estivermos ajeitados. A melhor volta não é a das circunstâncias, mas a do caráter. Quando o Senhor faz o seu povo voltar, logo fará voltar a sua condição. É preciso o próprio Senhor para fazer isso, pois a conversão é uma obra tão divina quanto a criação; e os que já foram uma vez trazidos de volta a Deus, se em algum momento retrocederem, precisam tanto que o Senhor os faça voltar de novo quanto precisaram para serem trazidos da primeira vez. A palavra pode ser lida "restaura-nos"; em verdade, é uma graça preciosa que "ele restaura a minha alma".
E faze resplandecer o teu rosto. Sê favorável a nós, sorri para nós. Essa era a bênção do sumo sacerdote sobre Israel: o que o Senhor já nos deu por meio do nosso Sumo Sacerdote e Mediador, podemos pedir-lhe com toda confiança.
E seremos salvos. Tudo o que se precisa para a salvação é o favor do Senhor. Um único lance de seu olhar gracioso transformaria o Tofete em Paraíso. Não importa quão feroz o inimigo, nem quão terrível o cativeiro, o rosto resplandecente de Deus assegura tanto a vitória quanto a liberdade. Este verso é uma oração muito útil. Já que tantas vezes nos desviamos, clamemos com frequência, de lábios e coração: "Faze-nos voltar, ó Deus, e faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos."
Versículo 4Salmo 80:4
Ó Senhor Deus dos Exércitos, até quando te indignarás contra a oração do teu povo? Até quando a fumaça da tua ira afogará o incenso fumegante das nossas orações? A oração bem que gostaria de entrar no teu lugar santo, mas a tua ira luta contra ela, e impede a sua entrada. Que Deus se irrite conosco quando pecamos parece bastante natural, mas que ele se irrite até com as nossas orações é uma amargura pungente. Com muitas dores o suplicante pode perguntar: "Até quando?" Comandante de todos os exércitos das tuas criaturas, capaz de salvar os teus santos em seu extremo, clamarão eles para sempre a ti em vão?
Versículo 5Salmo 80:5
Tu os alimentas com pão de lágrimas. O alimento deles é temperado com a salmoura destilada de olhos que choram. Suas refeições, que já foram ocasiões agradáveis de alegria social, são agora como banquetes fúnebres para os quais cada um contribui com o seu bocado amargo. Antes, o teu povo comia pão de trigo, mas agora recebe de tua própria mão dieta não melhor que pão de lágrimas.
E lhes dás a beber lágrimas em grande medida. As lágrimas são tanto o seu alimento quanto a sua bebida, e isso sem limite. Eles engolem barris de lágrimas, e nadam em abismos de aflição, e tudo isso por determinação do próprio Deus; não porque os inimigos os tenham em seu poder pela força das armas, mas porque o seu Deus se recusa a intervir. Pão de lágrimas é ainda mais fruto da maldição do que comer o pão com o suor do rosto, mas será, pelo amor divino, transformado em bênção maior, servindo à nossa saúde espiritual.
Versículo 6Salmo 80:6
Tu nos fazes objeto de contenda para os nossos vizinhos. Sempre ciumentos e maliciosos, Edom e Moabe exultavam com as tribulações de Israel, e depois passavam a disputar sua parte no despojo. O escárnio de um vizinho é sempre o mais cortante, especialmente se um homem lhe foi superior, e alegou possuir mais graça. Ninguém é tão mau vizinho quanto o vizinho invejoso.
E os nossos inimigos riem entre si. Encontram diversão em nossa miséria, comédia em nossa tragédia, sal para o seu escárnio na salmoura das nossas lágrimas, entretenimento no nosso espanto. É diabólico zombar da aflição alheia; mas é o hábito constante do mundo que jaz no maligno fazer troça das tribulações dos santos; a semente da serpente segue seu progenitor e se regozija no mal.
Versículo 7Salmo 80:7
Faze-nos voltar, ó Deus dos Exércitos. A oração se eleva na forma de sua invocação a Deus. Ele é aqui o Deus dos Exércitos. Quanto mais nos aproximamos do Senhor na oração e na contemplação, mais elevadas se tornam as nossas ideias a respeito dele.
Versículo 8Salmo 80:8
Trouxeste uma videira do Egito. Ali ela estava em solo hostil: as águas do Nilo não a regavam, mas eram como morte para os seus brotos, enquanto os habitantes da terra a desprezavam e a pisoteavam. Gloriosa foi a mão direita do Senhor quando, com poder e grandes maravilhas, retirou a sua planta preciosa da presença daqueles que buscavam a sua destruição.
Expulsaste os gentios, e a plantaste. Sete nações foram desenraizadas para dar espaço à videira do Senhor; as árvores antigas, que por muito tempo haviam ocupado o solo, foram arrancadas pela raiz; carvalhos de Basã e palmeiras de Jericó foram removidos para dar lugar à videira escolhida. Ela foi firmemente colocada em seu lugar designado com prudência e sabedoria divinas. Pequena em aparência, muito dependente, extremamente frágil, e propensa a rastejar pelo chão, ainda assim a videira de Israel foi escolhida pelo Senhor, porque ele sabia que, com cuidado incessante e abundante habilidade, poderia fazer dela uma planta de bons frutos.
Versículo 9Salmo 80:9
Preparaste lugar diante dela. As ervas daninhas, os espinheiros e as grandes pedras foram removidos; os amorreus, e seus irmãos na iniquidade, foram forçados a deixar a cena, suas forças foram derrotadas, seus reis mortos, suas cidades capturadas, e Canaã se tornou como um terreno preparado para uma vinha.
E fizeste-a lançar raízes profundas, e ela encheu a terra. Israel se estabeleceu e se firmou como uma videira bem enraizada, e então começou a florescer e a se espalhar para todos os lados. Esta analogia poderia se aplicar à experiência de cada crente em Jesus. O Senhor nos plantou, estamos crescendo para baixo, "lançando raízes", e por sua graça também avançamos numa expansão manifesta. O mesmo é verdade da igreja num grau ainda mais próximo, pois neste momento, pela boa vontade do lavrador da vinha, seus ramos se estendem por toda parte.
Versículo 10Salmo 80:10
Os montes foram cobertos com a sua sombra. Israel habitava os cumes dos montes, cultivando cada palmo de solo. A nação se multiplicou e se tornou tão grande que outras terras sentiram a sua influência, ou foram por ela sombreadas.
E os seus ramos eram como os cedros excelentes. A nação em si era tão grande que até as suas tribos eram poderosas e dignas de ocupar lugar entre os poderosos. Uma tradução mais correta descreve os cedros como cobertos pela videira, e sabemos que em muitas terras as videiras sobem pelas árvores, e as cobrem. Que videira deve ser esta, que sobe pelos cedros de Deus, e até os ultrapassa! É um nobre retrato da prosperidade do povo israelita em seus melhores dias. No tempo de Salomão, a pequena terra de Israel ocupava um lugar elevado entre as nações. Houve tempos em que a igreja de Deus também foi eminentemente notável, e o seu poder foi sentido de perto e de longe.
Versículo 11Salmo 80:11
Ela estendeu os seus ramos até o mar. Ao longo do Mediterrâneo e, talvez, além de suas águas, o poder de Israel se fez sentir.
E os seus renovos até o rio. No seu lado oriental, ela estendeu o seu comércio até o Eufrates. Foram dias gloriosos para Israel, e teriam continuado, não fosse o pecado que os interrompeu. Quando a igreja agrada ao Senhor, a sua influência se torna imensa, muito além da proporção que o seu número ou o seu poder nos levariam a esperar; mas, ai! quando o Senhor a abandona, ela se torna tão inútil, sem valor e desprezada quanto uma videira sem cuidado, que é, de todas as plantas, a mais sem valor.
Versículo 12Salmo 80:12
Por que, então, derrubaste as suas cercas? Retiraste a proteção dela depois de cuidar dela com todo este esmero; por que isso, ó Senhor? Uma videira desprotegida está exposta a toda forma de dano; ninguém a respeita, todos a saqueiam: assim era Israel quando entregue aos seus inimigos; assim tem sido tantas vezes a igreja.
De modo que todos os que passam pelo caminho a colhem. Seus vizinhos cruéis a espoliam, e bandos saqueadores, como bestas errantes, não podem deixar de bicá-la. Com Deus, nenhum inimigo pode nos ferir; sem ele, ninguém é tão fraco que não possa nos causar dano.
Versículo 13Salmo 80:13
O javali do bosque a devasta. Tais criaturas são famosas por rasgar e devorar videiras. Babilônia, como uma fera dos pântanos do Eufrates, subiu e devastou Judá e Israel. Povos ferozes, comparáveis a javalis selvagens da floresta, guerrearam contra a nação judaica, até que ela foi trespassada e rasgada como uma videira destruída por porcos vorazes.
E os animais do campo a devoram. Primeiro um inimigo, depois outro, descarregaram vingança sobre a nação, e Deus não interveio para afugentá-los. Ruína seguiu ruína; a raposa devorou os brotos jovens que haviam sido poupados do estrago causado pelo javali. Ai, pobre terra. Quão baixo foste trazida! Um carvalho ou cedro poderia ter sido esmagado por tais devastações, mas como podes tu suportá-las, ó videira fraca e tenra? Note que males acompanham o pecado, e quão terrível é para um povo ser abandonado por seu Deus.
Versículo 14Salmo 80:14
Volta, nós te suplicamos, ó Deus dos Exércitos. Volta-te tu também para nós, assim como nós nos voltamos para ti. Tu te afastaste de nós por causa dos nossos pecados; volta a nós, pois suspiramos e clamamos por ti. Ou, se for demais pedir que venhas, então ao menos dá-nos alguma consideração e lança um olhar sobre as nossas aflições.
Olha desde os céus, e vê, e visita esta videira. Não fechem teus olhos; é a tua videira, não te afastes dela por completo como se estivesse de todo esquecida da tua mente. Grande Lavrador, ao menos repara no dano que os animais causaram, pois então talvez o teu coração se compadeça, e a tua mão se estenda para libertar.
Versículo 15Salmo 80:15
E a vinha que a tua destra plantou. Será que todo o teu cuidado se perderá? Fizeste tanto; perderás o teu trabalho? Com o teu poder e a tua sabedoria fizeste grandes coisas por teu povo; agora os abandonarás de todo, e permitirás que os teus inimigos exultem no mal em que se comprazem?
E o ramo que fortaleceste para ti mesmo. Uma oração pelo líder que o Senhor havia levantado, ou pelo Messias que esperavam. Ainda que a videira tivesse sido abandonada, um ramo havia sido considerado pelo Senhor, como se para fornecer um enxerto a uma outra videira; por isso a oração é feita nesta forma. Roguemos ao Senhor que, se ele não olhar em primeiro lugar para a sua igreja, olhe para o Senhor Jesus, e então a contemple em misericórdia por causa dele. Esta é a verdadeira arte da oração: pôr Cristo à frente e clamar: "A ele vê primeiro, e depois, através das feridas de Jesus, olha para mim."
Versículo 16Salmo 80:16
Está queimada pelo fogo. Em frases entrecortadas, o cantor pesaroso exprime a sua angústia. A vinha era como um bosque que foi incendiado; as videiras escolhidas foram carbonizadas e mortas.
Está cortada. O machado cruel golpeara à sua maneira assassina, os ramos foram decepados, o tronco foi ferido, a desolação reinava suprema.
Perecem à repreensão do teu rosto. A repreensão de Deus era para Israel o que o fogo e o machado seriam para uma videira. O seu favor é vida, e a sua ira é como mensageiro de morte. Um único olhar irado de Jeová basta para deixar desoladas todas as vinhas de Efraim. Ó Senhor, não olhes assim para as nossas igrejas. Repreende-nos, mas não com ira.
Versículo 17Salmo 80:17
Seja a tua mão sobre o homem da tua direita. Que o teu poder repouse sobre o teu verdadeiro Benjamim, filho da tua direita; dá encargo a algum homem escolhido por meio de quem tu libertarás. Honra-o, salva-nos, e glorifica a ti mesmo. Há aqui, sem dúvida, uma expectativa voltada para o Messias, a quem os judeus crentes haviam aprendido a olhar como o Salvador em tempo de tribulação.
Sobre o filho do homem que fortaleceste para ti mesmo. Envia o teu poder com aquele a quem fortalecerás para cumprir os teus propósitos de graça. Agrada a Deus trabalhar pelos filhos dos homens por meio de filhos dos homens. "Pelo homem veio a morte, pelo homem veio também a ressurreição dos mortos." As nações se erguem ou caem, em grande parte, pela ação de indivíduos: por um Napoleão os reinos são flagelados, e por um Wellington as nações são salvas do tirano. É pelo homem Cristo Jesus que o Israel caído há de ainda se levantar, e, na verdade, é por meio dele, que se digna chamar-se Filho do Homem, que o mundo há de ser livrado do domínio de Satanás e da maldição do pecado. Ó Senhor, cumpre a tua promessa ao homem da tua direita, que participa da tua glória, e concede-lhe ver o prazer do Senhor prosperando em sua mão.
Versículo 18Salmo 80:18
Assim não nos afastaremos de ti. Sob a liderança de alguém que Deus havia escolhido, a nação se manteria fiel; a graça produziria gratidão, e assim os uniria à sua lealdade. É em Cristo que permanecemos fiéis; porque ele vive, nós também vivemos. Não há esperança de nossa perseverança fora dele.
Vivifica-nos, e invocaremos o teu nome. Se o Senhor dá vida a partir da morte, o seu louvor certamente há de seguir-se. O Senhor Jesus é um líder tal que nele está a vida, e a vida é a luz dos homens. Ele é a nossa vida. Quando ele visita de novo as nossas almas, seremos revividos, e o nosso louvor ascenderá ao nome do Deus Triuno.
Versículo 19Salmo 80:19
Faze-nos voltar, ó Senhor Deus dos Exércitos. Aqui temos outro avanço no título, e o nome incomunicável de Jeová, o EU SOU, é introduzido. O dia da fé se torna mais brilhante conforme as horas passam; e as suas orações se tornam mais plenas e poderosas.
Faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos. Até mesmo nós, que estávamos tão destruídos. Nenhuma extremidade é grande demais para o poder de Deus. Ele é capaz de salvar no último instante, e isso simplesmente voltando o seu rosto sorridente para os seus aflitos. Os homens podem fazer pouco com o seu braço, mas Deus pode fazer todas as coisas com um olhar. Ah, viver para sempre na luz do rosto de Jeová!
Obras sobre este salmo
Hieronymi Savonarolae Ferrariensis Meditationes in Psalmos—Miserere—In Te Domine Speravi, et Qui Regis Israel (12mo. Leyden: 1633).
A Few Words on the Eightieth Psalm. Por CHARLOTTE ELIZABETH. 1835.