Tesouros de Davi

Salmo 26

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TÍTULO. Um Salmo de Davi. O doce cantor de Israel aparece diante de nós neste Salmo como alguém que suporta a reprovação; nisto ele foi tipo do grande Filho de Davi, e é um exemplo encorajador para que também levemos o peso da calúnia ao trono da graça.

É uma suposição engenhosa que este apelo aos céus tenha sido escrito por Davi por ocasião do assassinato de Isbosete, por Baaná e Recabe, para protestar sua inocência de qualquer participação naquele assassinato traiçoeiro. O teor do Salmo certamente concorda com a ocasião suposta, mas não é possível, com um indício tão tênue, ir além da conjectura.

DIVISÃO. A unidade do tema é mantida de forma tão nítida que não há divisões marcantes. David Dickson deu um resumo admirável nestas palavras: — "Ele apela a Deus", o Juiz supremo, no testemunho de uma boa consciência que lhe dá testemunho; primeiro, do seu esforço em andar retamente como crente, Salmo 26:1-3; segundo, de ter-se guardado do contágio do mau conselho, das causas e dos exemplos pecaminosos dos ímpios, Salmo 26:4-5; terceiro, do seu propósito de continuar a se conduzir com santidade e retidão, por amor de participar dos privilégios públicos do povo do Senhor na congregação, Salmo 26:6-8.

Por isso ele ora para ser livre do julgamento que vem sobre os ímpios, Salmo 26:9-10, conforme havia proposto evitar os pecados deles, Salmo 26:11; e encerra a oração com consolo e a certeza de ser ouvido, Salmo 26:12.

Exposição

Versículo 1Salmo 26:1

Julga-me, ó Jeová. Um apelo solene ao tribunal justo de Deus, que perscruta o coração — apelo justificado pelas circunstâncias do escritor, no que dizia respeito às ofensas específicas de que era injustamente acusado.

Atormentado e desgastado pela injustiça dos homens, o espírito inocente foge de seus falsos acusadores para o trono do Direito Eterno. Precisa ter uma causa muito clara quem ousa levar sua demanda ao tribunal supremo dos céus.

Um apelo como este não deve ser feito precipitadamente em nenhuma ocasião; e quanto a todo o nosso andar e conduta, ele jamais deveria ser feito, a não ser que estejamos justificados em Cristo Jesus. Uma oração bem mais adequada para um mortal pecador é o pedido: "Não entres em juízo com o teu servo."

Porque tenho andado na minha integridade. Ele tinha a integridade como princípio, e andava nela como prática. Davi não usara nenhum meio traiçoeiro ou injusto para conquistar a coroa, nem para conservá-la; tinha a consciência de ter sido guiado pelos mais nobres princípios de honra em tudo o que fez em relação a Saul e à sua família.

Que consolo é ter a aprovação da própria consciência! Se há paz dentro da alma, as tempestades ruidosas da calúnia que uivam ao nosso redor pouco importam. Quando o pequeno pássaro em meu peito canta uma canção alegre, pouco me importa que mil corujas piem contra mim lá fora.

Tenho confiado também no Senhor. A fé é a raiz e a seiva da integridade. Quem se apoia no Senhor certamente anda em retidão. Davi sabia que a aliança de Deus lhe havia dado a coroa, e por isso não recorreu a meios indiretos ou ilícitos para assegurá-la; não quis matar seu inimigo na caverna, nem permitiu que seus homens de armas o ferissem enquanto dormia desprotegido na planície.

A fé trabalha arduamente pelo Senhor, e no caminho do Senhor, mas se recusa até mesmo a levantar um dedo para realizar os desígnios de uma astúcia injusta. Rebeca representou uma grande mentira para cumprir o decreto do Senhor a favor de Jacó — isso foi incredulidade; mas Abraão deixou o Senhor cumprir seus próprios propósitos, e tomou a faca para imolar o filho — isso foi fé.

A fé confia que Deus cumprirá os seus próprios decretos. Por que roubaria eu, se Deus prometeu suprir minha necessidade? Por que me vingaria, sabendo que o Senhor tomou minha causa como sua? A confiança em Deus é a mais eficaz segurança contra o pecado.

Por isso não vacilarei. Por mais escorregadio que seja o caminho, de modo que ando como um homem sobre o gelo, ainda assim a fé impede que meus calcanhares tropecem, e continuará a fazê-lo. Os caminhos duvidosos da esperteza sempre acabam, mais cedo ou mais tarde, por derrubar os que neles correm, mas os caminhos da honestidade, embora muitas vezes ásperos, são sempre seguros. Não podemos confiar em Deus se andamos tortuosamente; mas os caminhos retos e a fé simples conduzem o peregrino, feliz, ao fim de sua jornada.

Versículo 2Salmo 26:2

Há aqui três modos de prova invocados, que no original, dizem os estudiosos, remetem à prova pelo tato, prova pelo olfato e prova pelo fogo. O salmista estava tão livre da acusação que lhe faziam que se submeteu incondicionalmente a qualquer forma de exame que o Senhor quisesse empregar.

Examina-me, ó Senhor. Perscruta-me de alto a baixo; faz um levantamento minucioso; submete-me ao interrogatório, faz a contraprova do meu depoimento.

E prova-me. Põe-me outra vez à prova; e vê se eu seguiria desígnios tão perversos como os que meus inimigos me imputam.

Sonda os meus rins e o meu coração. Ensaia-me como se ensaiam os metais na fornalha, e faz isso nas minhas partes mais secretas, onde meus afetos têm sua corte; vê, ó Deus, se eu amo o assassinato, a traição e o engano.

Tudo isso é um apelo muito ousado, e feito por um homem como Davi, que temia grandemente ao Senhor; ele manifesta uma convicção de inocência solene e completa. As expressões aqui usadas devem nos ensinar a profundidade do juízo divino, e a necessidade de sermos, em tudo, profundamente sinceros, para que não sejamos achados em falta no fim.

Nossos inimigos são severos conosco com a severidade do despeito, e um homem corajoso suporta isso sem temor; mas a severidade de Deus é a do direito inabalável. Quem resistirá a tal prova? O doce cantor diz: "Quem pode resistir ao seu frio?", e bem podemos perguntar: "Quem pode resistir ao calor da sua justiça?"

Versículo 3Salmo 26:3

Porque a tua benignidade está diante dos meus olhos. Um objeto de memória e um fundamento de esperança. O senso da misericórdia recebida coloca diante da mente fiel, mesmo em sua condição mais sombria, uma bela perspectiva, pois produz visões de misericórdias ainda por vir — visões não ilusórias, mas reais.

Detém-te, caro leitor, nessa palavra celestial: benignidade. Ela tem um sabor celeste. Não é uma palavra incomparável, insuperável, sem rival? A bondade do Senhor para conosco deveria estar diante dos nossos olhos como motivo que rege nossa conduta; não estamos sob a servidão da lei, mas sob as doces amarras da graça, que são muito mais poderosas, ainda que muito mais suaves.

Os homens pecam com a lei diante dos olhos, mas o amor divino, quando claramente visto, santifica a conduta. Se não fôssemos tão esquecidos do caminho de misericórdia pelo qual Deus anda em relação a nós, seríamos mais cuidadosos em andar nos caminhos da obediência para com ele.

E tenho andado na tua verdade. O salmista foi preservado do pecado pela sua certeza da fidelidade da promessa de Deus, cuja verdade ele se esforçava tanto por imitar quanto por crer. Observe-se, a partir deste verso, que a experiência do amor divino se manifestará num seguimento prático da verdade divina; os que negligenciam a parte doutrinária ou a parte prática da verdade não devem se admirar se perderem o gozo experimental dela.

Alguns falam da verdade; melhor é andar nela. Alguns prometem fazer o bem no futuro, mas suas resoluções não dão em nada; só o homem regenerado pode dizer: "Tenho andado na tua verdade."

Versículos 4–5Salmo 26:4-5

Longe de ser ele mesmo um transgressor aberto das leis de Deus, o salmista nem sequer havia se associado com os amantes do mal. Ele se mantivera afastado dos homens de Belial. Um homem é conhecido pela sua companhia, e se nos mantivemos apartados dos ímpios, isso sempre será evidência a nosso favor caso nosso caráter seja atacado. Quem nunca esteve na paróquia dificilmente terá roubado o trigo. Quem nunca foi ao mar claramente não é o homem que afundou o navio.

Versículo 4Salmo 26:4

Não me tenho assentado com homens vãos. Os verdadeiros cidadãos não têm relações com traidores. Davi não tinha assento no parlamento dos frívolos. Eles não eram seus companheiros de festim, nem seus conselheiros, nem seus parceiros de conversa.

Precisamos, sim, ver, falar e negociar com os homens do mundo, mas de modo algum devemos buscar nosso repouso e consolo na companhia vazia deles. Não só os profanos, mas também os vãos devem ser evitados por nós. Todos os que vivem só para esta vida são homens vãos, palha e espuma, de todo indignos da amizade de um cristão.

Além disso, como essa vaidade costuma andar aliada à falsidade, é bom nos apartarmos por completo dessa geração perversa, para que não sejamos levados de mal a pior, e de tolerar os vãos passemos a admirar os ímpios.

Nem me ajuntarei com os dissimulados. Já que sei que a piedade hipócrita é uma iniquidade dobrada, cessarei todo relacionamento com os fingidores. Se preciso andar pela mesma rua, não entrarei pela mesma porta nem passarei meu tempo na companhia deles. A congregação dos hipócritas não é aquela com quem devemos cultivar comunhão; o encontro final deles será no poço mais fundo do inferno — larguemos já o conhecimento deles! Pois em breve não o desejaremos mais. Eles trazem contas penduradas ao pescoço e o diabo no coração.

Esta cláusula está no tempo futuro, para indicar que o escritor não sentia nenhum desejo de começar amizade com os que, até então, ele havia evitado. Devemos manter o caminho separado com cada vez mais circunspecção, à medida que vemos aproximar-se o grande dia da redenção. Os que serão transfigurados com Jesus não podem se desfigurar por conformidade com o mundo.

A resolução do salmista sugere que, mesmo entre os que professam seguir a verdade, precisamos fazer distinções, pois assim como há homens vãos fora da igreja, há dissimulados dentro dela, e ambos devem ser evitados com decisão escrupulosa.

Versículo 5Salmo 26:5

Tenho odiado a congregação dos malfeitores. Uma sentença severa, mas não severa demais. Um homem que não odeia terrivelmente o mal não ama o bem de coração. Os homens, como homens, devemos sempre amar, pois são nossos próximos, e por isso devem ser amados como a nós mesmos; mas os malfeitores, enquanto tais, são traidores do Grande Rei, e nenhum súdito leal pode amar traidores. O que Deus odeia, devemos odiar.

A congregação ou assembleia dos malfeitores designa homens violentos aliados e reunidos em conclave para a destruição do inocente; tais sinagogas de Satanás devem ser tidas em abominação. Que triste reflexão é esta: que haja uma congregação de malfeitores assim como há uma congregação dos retos, uma igreja de Satanás assim como uma igreja de Deus; uma semente da serpente assim como uma semente da mulher; uma velha Babilônia assim como uma nova Jerusalém: uma grande meretriz assentada sobre muitas águas, para ser julgada em ira, assim como uma casta noiva do Cordeiro, para ser coroada em sua vinda.

E não me assentarei com os ímpios. Os santos têm assento em outra mesa, e jamais trocarão as iguarias do Rei pelas cascas do cocho dos porcos. Melhor é assentar-se com os cegos, os coxos e os aleijados à mesa da misericórdia, do que com os ímpios em suas festas de impiedade; sim, melhor sobre o monturo de Jó do que sobre o trono de Faraó. Que cada leitor cuide bem da sua companhia, pois a companhia que mantemos neste mundo é provavelmente a que manteremos no próximo.

Versículo 6Salmo 26:6

Lavarei as minhas mãos na inocência. Ele queria proclamar publicamente que estava totalmente livre das acusações que lhe faziam, e se algum outro erro pudesse ser verdadeiramente alegado contra ele, dali em diante ele se absteria disso. O lavar das mãos é uma ação significativa para expressar que não temos ligação com um feito, como ainda dizemos hoje: "Lavo minhas mãos de todo esse assunto."

Quanto à inocência perfeita, Davi não a reivindica aqui, mas afirma sua inocência quanto aos crimes de que foi caluniosamente acusado; há, porém, um sentido em que podemos ser lavados em inocência absoluta, pois o sangue expiatório nos faz limpos por completo. Nunca devemos nos contentar com menos do que uma plena convicção da nossa limpeza total pelo precioso sangue de Jesus.

E assim rodearei o teu altar, ó Senhor. Os sacerdotes de Deus devem ter grande cuidado em serem pessoalmente purificados; a bacia de bronze era tão necessária quanto o altar de ouro; o culto a Deus exige que sejamos santos na vida. Aquele que é injusto com o homem não pode ser aceitavelmente religioso para com Deus. Não devemos trazer nossas ofertas de gratidão com as mãos manchadas de culpa. Amar a justiça e a pureza é muito mais aceitável a Deus do que dez mil animais gordos e cevados.

Vemos neste verso que as mentes santas se deleitam no culto ao Senhor, e encontram seu mais doce consolo junto ao seu altar; e que é a sua mais funda preocupação nunca entrar em nenhum curso de ação que as torne impróprias para a mais sagrada comunhão com Deus. Nosso olhar deve estar sobre o altar que santifica tanto o ofertante quanto a oferta, mas jamais devemos tirar do sacrifício expiatório uma desculpa para o pecado; antes, devemos encontrar nele o argumento mais convincente para a santidade.

Versículo 7Salmo 26:7

Para que eu publique com a voz de ação de graças. Davi era tão bem instruído que não menciona a oferta típica, mas discerne a oferta espiritual que era por ela significada — não os gemidos dos novilhos, mas os cânticos de gratidão que o adorador espiritual apresenta. Anunciar por toda parte os louvores dignos do Deus de toda graça deveria ser a ocupação diária de um pecador perdoado. Que os homens nos caluniem à vontade; não defraudemos o Senhor dos seus louvores; que os cães ladrem, mas que nós, como a lua, continuemos a brilhar.

E conte todas as tuas maravilhas. O povo de Deus não deveria ter a língua presa. As maravilhas da graça divina bastam para fazer cantar a língua do mudo. As obras de amor de Deus são maravilhosas se considerarmos a indignidade dos seus objetos, o alto custo do seu método e a glória do seu resultado. E assim como os homens sentem grande prazer em discorrer sobre coisas notáveis e espantosas, também os santos se alegram em contar as grandes coisas que o Senhor tem feito por eles.

Versículo 8Salmo 26:8

Senhor, tenho amado a habitação da tua casa. Nas moradas do pecado ele não entraria, mas a casa de Deus ele amara por muito tempo, e ainda a amava. Seríamos filhos tristes se não amássemos a morada do nosso Pai. Embora não tenhamos edifícios sagrados, a igreja do Deus vivo é a casa de Deus, e os verdadeiros cristãos se deleitam em suas ordenanças, cultos e assembleias. Quisera que todos os nossos dias fossem sábados!

E o lugar onde habita a tua honra. Em sua igreja, onde Deus é tido em honra em todo tempo, onde ele se revela na glória da sua graça, e é proclamado pelo seu povo como o Senhor de tudo. Não nos reunimos, como povo do Senhor, para honrar o pregador, mas para dar glória a Deus; tal ocupação é muitíssimo agradável aos santos do Altíssimo.

O que dizer daquelas reuniões onde Deus não é honrado? Não são elas uma ofensa aos seus olhos puros e santos, e não são um triste tropeço para o povo de Deus? Traz-nos lágrimas ardentes ao rosto ouvir sermões em que a honra de Deus está tão longe de ser o objetivo do pregador, que quase se poderia imaginar que o pregador adorava a dignidade do homem, e pensava mais nela do que na Majestade Infinita de Deus.

Versículo 9Salmo 26:9

Não ajuntes a minha alma com os pecadores. Senhor, quando, como fruto, eu tiver de ser colhido, não me ponhas no mesmo cesto com os melhores dos pecadores, muito menos com os piores deles. A companhia dos pecadores nos é tão repugnante aqui, que não podemos suportar o pensamento de sermos atados no mesmo feixe com eles por toda a eternidade.

Nosso consolo é que o Grande Lavrador discerne o joio do trigo, e encontrará lugar separado para caracteres distintos. Nos versos anteriores vimos que o salmista se manteve afastado dos profanos, e isto deve ser entendido como a razão pela qual ele não deveria ser lançado na companhia deles no fim.

Pensemos na sorte dos ímpios, e a oração deste texto subirá com força aos nossos lábios; entretanto, ao vermos a regra do julgamento pela qual o semelhante se ajunta ao seu semelhante, nós, que passamos da morte para a vida, nada temos a temer.

Nem a minha vida com os homens sanguinários. Nossa alma se enoja de ouvi-los falar; seus relatos cruéis, em que tratam o abate de seus semelhantes como esporte raro, nos horrorizam; Senhor, que não sejamos encerrados na mesma prisão com eles; antes, o próprio paraíso com tais homens seria um inferno, se permanecessem como são agora.

Versículo 10Salmo 26:10

Em cujas mãos há maldade. Eles têm as duas mãos cheias dela, tramando-a e executando-a. E a sua mão direita, com que são mais hábeis, está cheia de subornos; como ladrões que roubariam impunemente, carregam um pedaço de carne para os cães da justiça. Quem dá o suborno é tão culpado quanto o homem que o recebe, e no caso das nossas eleições parlamentares o rico vilão que dá o suborno é de longe o pior. O suborno, em qualquer forma ou aparência, deveria ser tão detestável a um cristão quanto carniça a uma pomba, ou lixo a um cordeiro. Que aqueles cujas mãos sujas gostam de subornos se lembrem de que nem a morte nem o diabo podem ser subornados para deixá-los escapar da sua sentença bem merecida.

Versículo 11Salmo 26:11

Aqui está o amante da piedade apresentando seu protesto pessoal contra o ganho injusto. Ele é um dissidente, e está pronto para permanecer sozinho em sua dissidência. Como um peixe vivo, ele nada contra a corrente.

Confiando em Deus, o salmista resolve que o caminho simples da retidão será a sua escolha, e que aqueles que quiserem prefiram os caminhos tortuosos da violência e do engano. No entanto, ele não é de modo algum um vanglorioso, ou alguém que ostenta autojustiça na própria força, pois clama por redenção e roga por misericórdia.

Nossa integridade não é absoluta nem inerente; é uma obra da graça em nós, e é maculada pela fraqueza humana; devemos, portanto, recorrer ao sangue redentor e ao trono da misericórdia, confessando que, embora sejamos santos entre os homens, ainda assim devemos nos curvar como pecadores diante de Deus.

Versículo 12Salmo 26:12

O cântico começou em tom menor, mas agora chegou ao tom maior. Os santos muitas vezes cantam a si mesmos rumo à alegria. O lugar plano em que se firma o nosso pé é a fidelidade segura e aliançada, a promessa eterna e o juramento imutável do Senhor dos Exércitos; não há temor de cair deste alicerce sólido, nem de que ele seja removido debaixo de nós.

Estabelecidos em Cristo Jesus, por estarmos vitalmente unidos a ele, nada mais nos resta ocupar os pensamentos senão os louvores do nosso Deus. Não deixemos de nos congregar, e, uma vez congregados, não sejamos lentos em trazer nossa parte de ação de graças. Cada santo é uma testemunha da fidelidade divina, e deve estar pronto com o seu testemunho. Quanto aos caluniadores, que uivem do lado de fora da porta, enquanto os filhos cantam lá dentro.

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