Tesouros de Davi

Salmo 112

Leia o Salmo 112 na íntegra no Midvash, na King James Fiel

TÍTULO E ASSUNTO. Este salmo não tem título, mas é claramente companheiro do cento e onze e, como ele, é um salmo alfabético. Coincide até no número de versículos e de cláusulas de cada versículo com o antecessor, bem como em muitas de suas palavras e frases. O leitor deve comparar cuidadosamente os dois salmos, linha por linha.

O assunto do poema diante de nós é a bem-aventurança do homem justo. Guarda com o precedente a mesma relação que a lua guarda com o sol: enquanto o primeiro declara a glória de Deus, o segundo fala do reflexo do brilho divino nos homens nascidos do alto. Deus é aqui louvado pela manifestação de sua glória que se vê em seu povo, assim como no salmo anterior era engrandecido por seus próprios atos pessoais. O cento e onze fala do grande Pai; este descreve os filhos dele, renovados à sua imagem.

O salmo não pode ser visto como enaltecimento do homem, pois começa com "Louvai ao Senhor", e tem por fim dar a Deus toda a honra da graça que se manifesta nos filhos de Deus.

DIVISÃO. O tema é declarado no primeiro versículo e desenvolvido sob vários aspectos do 2 ao 9. A bem-aventurança do justo se destaca por contraste com o destino do ímpio no versículo 10.

Exposição

Versículo 1Salmo 112:1

Louvai ao Senhor. Esta exortação nunca é dada vezes demais; o Senhor sempre merece louvor, devemos sempre prestá-lo, com frequência nos esquecemos disso, e é sempre bom sermos despertados para isso. A exortação se dirige a todas as pessoas atentas que observam o modo e a maneira de vida dos que temem ao Senhor. Se há alguma virtude, se há algum louvor, o Senhor deve receber toda a glória, pois somos obra de suas mãos.

Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor. Conforme o último versículo do Salmo 111, o temor do Senhor é o princípio da sabedoria; este homem, portanto, começou a ser sábio, e a sabedoria lhe trouxe felicidade presente e lhe garantiu bem-aventurança eterna. Jeová é tão grande que deve ser temido e reverenciado por todos os que o cercam, e ao mesmo tempo é tão infinitamente bom que esse temor se adoça em amor filial, tornando-se uma emoção deliciosa, que de modo algum gera escravidão. Há um temor servil que é maldito; mas o temor piedoso que leva ao prazer no serviço de Deus é infinitamente bendito. Jeová deve ser louvado tanto por inspirar nos homens o temor piedoso quanto pela bem-aventurança que eles gozam em consequência disso.

Devemos bendizer a Deus por abençoar qualquer homem, e especialmente por selar com sua aprovação o piedoso. Seu favor para com os que o temem revela seu caráter e anima sentimentos de graça em outros; por isso, seja ele louvado.

Que muito se compraz nos seus mandamentos. O homem não apenas estuda os preceitos divinos e se esforça por observá-los, mas se alegra em fazê-lo: a santidade é a sua felicidade, a devoção é o seu deleite, a verdade é o seu tesouro. Ele se compraz nos preceitos da piedade, sim, e neles se compraz muito. Já vimos hipócritas se alegrarem nas doutrinas, mas jamais nos mandamentos. Os ímpios podem, de certo modo, obedecer aos mandamentos por medo, mas só o homem cheio de graça os observará com prazer. A obediência alegre é a única obediência aceitável; quem obedece a contragosto é desobediente no coração, mas quem se agrada do mandamento é verdadeiramente leal.

Se, pela graça divina, nos reconhecemos descritos nestas duas frases, demos toda a glória a Deus, pois foi ele quem operou em nós todas as nossas obras e as disposições de onde elas brotam. Que os homens autojustos se louvem a si mesmos, mas quem foi feito justo pela graça presta todo o louvor ao Senhor.

Versículo 2Salmo 112:2

A sua semente será poderosa na terra, isto é, as gerações sucessivas de homens tementes a Deus serão fortes e influentes na sociedade, e nos últimos dias terão domínio. A verdadeira semente dos justos são os que os seguem em suas virtudes, assim como os crentes são a semente de Abraão, porque imitam a sua fé; e estes são os verdadeiros heróis de sua época, os homens realmente grandes entre os filhos de Adão. Suas vidas são sublimes, e seu poder sobre a sua geração é muito maior do que parece à primeira vista.

Se a promessa deve ser entendida como referente à semente natural, deve ser tomada como afirmação geral, não como promessa feita a cada indivíduo, pois os filhos dos piedosos nem todos prosperam, nem todos alcançam fama. Ainda assim, quem teme a Deus e vive de modo santo, via de regra, faz o melhor que pode pelo futuro avanço de sua casa; nenhuma herança se iguala à de um nome sem mácula, nenhum legado supera a bênção de um santo. Considerando tudo em conjunto, os filhos do homem justo começam a vida com vantagens maiores que os outros, e têm mais probabilidade de nela ter êxito, no sentido mais alto e melhor.

A geração dos retos será abençoada. A raça dos homens sinceros, devotos e justos se mantém de geração em geração, e permanece sempre sob a bênção de Deus. Os piedosos podem ser perseguidos, mas não serão abandonados; as maldições dos homens não podem privá-los da bênção de Deus, pois são verdadeiras as palavras de Balaão: "Ele abençoou, e eu não posso revogar." Os filhos deles também estão sob o cuidado especial do céu, e, via de regra, verificar-se-á que herdam a bênção divina.

Honestidade e integridade são melhores alicerces para uma casa honrada do que mera astúcia e avareza, ou mesmo talento e ambição. Temer a Deus e andar retamente é uma nobreza mais alta do que a que o sangue ou o nascimento podem conferir.

Versículo 3Salmo 112:3

Bens e riquezas há na sua casa. Entendido ao pé da letra, isso é antes uma promessa da antiga aliança do que da nova, pois muitos dos melhores dentre o povo de Deus são muito pobres; ainda assim, tem-se verificado que a retidão é o caminho do sucesso, e, sendo iguais as demais condições, o homem honesto é o homem que ascende. Muitos permanecem pobres por trapaça e devassidão; mas a piedade tem a promessa da vida presente.

Se entendermos a passagem espiritualmente, ela é plenamente verdadeira. Que riqueza pode igualar-se à do amor de Deus? Que bens podem rivalizar com um coração contente? Pouco importa que o teto seja de sapé e o chão de pedra fria: o coração animado pelo favor do céu é "rico para todos os efeitos da bem-aventurança".

E a sua justiça permanece para sempre. Muitas vezes, quando o ouro entra, o evangelho sai; mas não é assim com o homem bendito. A prosperidade não destrói a santidade de sua vida, nem a humildade de seu coração. Seu caráter resiste ao exame, vence as tentações da riqueza, sobrevive aos ataques da calúnia, ultrapassa as aflições do tempo e suporta a prova do último grande dia.

A justiça de um santo verdadeiro permanece para sempre, porque brota da mesma raiz da justiça de Deus, e é, na verdade, o reflexo dela. Enquanto o Senhor permanecer justo, ele manterá pela sua graça a justiça de seu povo. Eles perseverarão no seu caminho, e se fortalecerão cada vez mais.

Há ainda outra justiça que pertence aos escolhidos do Senhor, e que certamente permanecerá para sempre: a justiça imputada do Senhor Jesus, chamada "justiça eterna", por pertencer ao próprio Filho de Deus, que é "o Senhor, justiça nossa".

Versículo 4Salmo 112:4

Aos retos nasce luz nas trevas. Ele não se inclina para a injustiça a fim de aliviar-se, mas, como uma coluna, permanece ereto, e assim será encontrado de pé quando os ímpios, que são como muro que se curva e cerca que balança, jazerem em ruínas.

Ele terá seus dias de trevas; pode ficar doente e aflito, pobre e definhando, como qualquer outro; suas antigas riquezas podem tomar asas e voar, enquanto até a sua justiça pode ser cruelmente suspeitada. Assim as nuvens podem se abaixar ao seu redor, mas a sua escuridão não durará para sempre; o Senhor lhe trará luz no devido tempo, pois, tão certo como o sol de um homem bom se põe, ele voltará a nascer. Se as trevas forem causadas por depressão do espírito, o Espírito Santo o consolará; se por perda financeira ou luto pessoal, a presença de Cristo será o seu alívio; e se pela crueldade e malícia dos homens, a compaixão do seu Senhor será o seu apoio. É tão ordinário o justo ser consolado quanto o dia amanhecer. Espere pela luz, e ela certamente virá; pois, mesmo que nosso Pai celeste nos deite na cama no escuro em nossas últimas horas, encontraremos a manhã quando despertarmos.

Ele é misericordioso, cheio de compaixão e justo. Isto se diz de Deus no quarto versículo do Salmo 111, e agora as mesmas palavras são usadas a respeito do seu servo: somos assim ensinados de que, quando Deus torna um homem reto, o faz semelhante a si mesmo. Somos, na melhor das hipóteses, apenas humildes cópias do grande original; ainda assim somos cópias, e por isso louvamos o Senhor, que nos recriou em Cristo Jesus.

O homem reto é "misericordioso", isto é, cheio de bondade para com todos ao seu redor; não é azedo nem rude, mas é cortês com os amigos, bondoso com os necessitados, capaz de perdoar os que erram, e zeloso pelo bem de todos. Diz-se também que ele é "cheio de compaixão"; isto é, sente ternamente pelos outros, tem pena deles e, na medida do possível, os ajuda em suas horas de aflição. Não precisa ser forçado à benevolência, transborda de humanidade; é sua alegria compadecer-se dos que sofrem. Diz-se também que ele é "justo": em todas as suas transações com os semelhantes obedece aos ditames do direito, e ninguém pode dizer que ele ultrapassa os limites ou frauda o próximo. Sua justiça, porém, é temperada pela compaixão e adocicada pela misericórdia.

Homens assim se encontram em nossas igrejas, e não são de modo algum tão raros quanto imaginam os censores; mas ao mesmo tempo são bem mais escassos do que a amplitude da profissão de fé nos levaria a esperar. Senhor, faze que todos nós possuamos estas admiráveis qualidades.

Versículo 5Salmo 112:5

O homem de bem mostra favor e empresta. Tendo ultrapassado a rígida integridade rumo à benevolência de mãos abertas, ele olha com bondade para todos ao seu redor e, achando-se em circunstâncias que lhe permitem reservar um pouco de sua riqueza, empresta com critério onde um empréstimo será de serviço permanente. A providência o tornou capaz de emprestar, e a graça o torna disposto a emprestar. Ele não é tomador de empréstimos, pois Deus o ergueu acima dessa necessidade; tampouco é açambarcador, pois sua nova natureza o preserva dessa tentação; mas usa com sabedoria os talentos que lhe foram confiados.

Ele conduzirá os seus negócios com discrição. Os que negligenciam seus negócios mundanos não devem alegar a religião como desculpa, pois, quando um homem é verdadeiramente reto, ele tem grande cuidado em administrar suas contas, a fim de continuar sendo assim. Às vezes é difícil distinguir entre indiscrição e desonestidade; o descuido nos negócios pode se tornar quase tão prejudicial aos outros quanto a trapaça propriamente dita. Um homem de bem não deve apenas ser reto, deve ser tão discreto que ninguém tenha a mínima razão para suspeitar que seja diferente.

Quando o homem justo empresta, ele exercita a prudência: não arrisca tudo, com receio de não poder emprestar novamente, e não empresta tão pouco que o empréstimo se torne inútil. Ele conduz os seus negócios, e não permite que eles o conduzam; suas contas são retas e claras, seus planos são sabiamente traçados, e seus modos de operação, cuidadosamente escolhidos. Ele é prudente, econômico, poupado, sensato, criterioso, discreto. Os homens o chamam de tolo por causa de sua religião, mas não o acham assim quando vêm negociar com ele. "O princípio da sabedoria" o tornou sábio, a orientação do céu o ensinou a conduzir os seus negócios, e basta um relance para ver que é homem de bom senso.

Pessoas assim recomendam grandemente a piedade. Ai de nós, alguns homens que professam ser bons agem como se tivessem perdido o juízo; isso não é religião, é estupidez. A verdadeira religião é o bom senso santificado. Atenção às coisas do céu não exige o abandono dos negócios da terra; ao contrário, quem aprendeu a fazer negócios com Deus deveria ser o mais capaz de fazer negócios com os homens. Os filhos deste mundo com frequência são, na sua geração, mais sábios do que os filhos da luz, mas não há razão para que este ditado continue verdadeiro.

Versículo 6Salmo 112:6

Certamente ele não será abalado para sempre. Deus o enraizou e estabeleceu de tal modo que nem homens nem demônios o arrancarão do seu lugar. Sua prosperidade será permanente, e não como a do jogador e do trapaceiro, cujos ganhos são passageiros: sua reputação será brilhante e luzidia de ano em ano, pois não é mera aparência; seu lar será permanente, e ele não precisará vagar de lugar em lugar como um pássaro que se afasta do seu ninho; e até mesmo sua memória será perdurável, pois um homem bom não é logo esquecido, e o justo estará em memória eterna.

São de uma família muito antiga, e não cogumelos de uma hora, e a sua velha e grande estirpe será encontrada florescendo quando todas as casas orgulhosas dos homens ímpios já se tiverem desfeito em nada. Os justos merecem ser lembrados, suas ações são do tipo que se registra por si mesma, e o próprio Deus toma conta de suas memórias. A nenhum de nós agrada a ideia de ser esquecido, e, no entanto, o único jeito de evitá-lo é ser justo diante de Deus.

Versículo 7Salmo 112:7

Ele não temerá más notícias. Não terá receio de que más notícias venham, e não ficará alarmado quando elas vierem. Rumores e boatos ele despreza; profecias de mal, proferidas por bocas fanáticas, ele ridiculariza; informações reais e verificadas de perda e aflição ele suporta com equanimidade, entregando tudo nas mãos de Deus.

O seu coração está firme, confiando no Senhor. Ele não é instável nem covarde; quando está indeciso quanto ao seu curso de ação, permanece ainda assim firme de coração: pode mudar o plano, mas não o propósito da sua alma. Estando o seu coração firme na sólida confiança em Deus, uma mudança nas suas circunstâncias pouco o afeta; a fé o fez firme e constante, e por isso, se o pior dos piores acontecer, ele permanecerá quieto e paciente, esperando a salvação de Deus.

Versículo 8Salmo 112:8

O seu coração está bem firmado. Seu amor a Deus é profundo e verdadeiro, sua confiança em Deus é firme e inabalável; sua coragem tem um alicerce sólido, e é sustentada pela Onipotência. Ele se tornou estável pela experiência, e confirmado pelos anos. Não é pedra que rola, mas coluna na casa do Senhor.

Ele não temerá. Está pronto a enfrentar qualquer adversário — um coração santo dá um rosto corajoso.

Até que veja o seu desejo sobre os seus inimigos. Durante todo o conflito, até se apossar da vitória, ele está isento de medo. Quando a batalha oscila, e o resultado parece duvidoso, ele, ainda assim, confia em Deus, e é estranho ao desânimo. A graça o faz desejar o bem dos seus inimigos: embora a natureza o leve a querer ver justiça feita à sua causa, ele não deseja, para os que o ofendem, nada por meio de vingança pessoal.

Versículo 9Salmo 112:9

Ele espalhou, deu aos pobres. O que recebeu, distribuiu; e distribuiu a quem mais precisava. Ele era o reservatório de Deus, e do seu transbordamento fluíam correntes de generosidade para suprir os necessitados. Se este é um dos sinais do homem que teme ao Senhor, há alguns estranhamente destituídos dele. São ótimos em acumular, mas muito lentos em distribuir; desfrutam da bem-aventurança de receber, mas raramente provam a alegria maior de dar. "Mais bem-aventurado é dar do que receber" — talvez pensem que a bênção de receber já lhes baste.

A sua justiça permanece para sempre. Sua generosidade temperou a sua justiça, provou sua realidade e assegurou sua perpetuidade. Esta é a segunda vez em que esta notável sentença se aplica ao homem piedoso, e deve ser entendida como resultado da misericórdia perene do Senhor. O caráter de um homem justo não é espasmódico; ele não é generoso aos arrancos, nem reto apenas em alguns pontos; sua vida é resultado de princípio, suas ações fluem de convicções assentadas, seguras e fixas, e por isso sua integridade se mantém quando outros fracassam. Ele não é desviado por companheiros, nem afetado pelos costumes da sociedade; é resoluto, determinado e inabalável.

O seu poder será exaltado com honra. Deus o honrará, o universo dos seres santos o honrará, e até mesmo os ímpios sentirão por ele uma reverência inconsciente.

Note-se, ao resumir as qualidades do homem que teme a Deus, que ele é descrito não apenas como justo, mas como alguém que porta o caráter a que Paulo se refere naquele versículo memorável: "Porque dificilmente alguém morre por um justo; pelo bom, porém, talvez ainda haja quem ouse morrer." Bondade, benevolência e generosidade são essenciais ao caráter perfeito; ser estritamente justo não basta, pois Deus é amor, e devemos amar o próximo como a nós mesmos: dar a cada um o que lhe é devido não é suficiente, devemos agir segundo os mesmos princípios de graça que reinam no coração de Deus. As promessas de estabelecimento e prosperidade não são para Nabais rabugentos, nem para Labões sovinas, mas para almas generosas que provaram sua aptidão para serem mordomos do Senhor pela maneira reta como usam os seus bens.

Versículo 10Salmo 112:10

O décimo e último versículo apresenta de forma muito contundente o contraste entre o justo e o ímpio, fazendo assim a bem-aventurança do piedoso parecer ainda mais notável. Costumamos ver Ebal e Gerizim, a bênção e a maldição, postos um diante do outro, para revestir ambos de maior solenidade.

O ímpio o verá, e se afligirá. O ímpio primeiro verá o exemplo dos santos para sua própria condenação, e por fim contemplará a felicidade dos piedosos, para o aumento de sua miséria eterna. O filho da ira será obrigado a testemunhar a bem-aventurança dos justos, ainda que a visão o faça roer o próprio coração. Ele se irritará e se enfurecerá, lamentará e ficará furioso, mas não poderá impedi-la, pois a bênção de Deus é certa e eficaz.

Rangerá os dentes. Sendo muito iracundo e extremamente invejoso, ele bem gostaria de triturar o justo entre os dentes; mas, como não pode fazer isso, range os dentes uns contra os outros.

E se derreterá. O calor de sua paixão o derreterá como cera, e o sol da providência de Deus o dissolverá como neve, e por fim o fogo da vingança divina o consumirá como a gordura dos carneiros. Que horrível deve ser aquela vida que, como a lesma, se derrete ao avançar, deixando atrás de si um rastro viscoso. Os que se afligem com o bem merecem ser corroídos por semelhante e abominável tristeza.

O desejo dos ímpios perecerá. Ele não alcançará o seu propósito, morrerá um homem frustrado. Pela maldade esperava realizar o seu intento — essa mesma maldade será a sua derrota. Enquanto o justo perdurará para sempre, e a sua memória será sempre viva, o homem ímpio e o seu nome apodrecerão da face da terra. Ele desejava ser o fundador de uma família, e ser lembrado como algum grande homem: ele passará, e o seu nome morrerá com ele.

Quão largo é o abismo que separa o justo do ímpio, e quão diferentes são as porções que o Senhor lhes reparte. Ó, que nos seja dada graça para sermos abençoados do Senhor! Isto nos fará louvá-lo de todo o coração.

Obras sobre este salmo

An Exposition upon the 112 Psalme. The high way to everlasting blessednesse. Written for the benefit of God's Church. Por T. S. . . . Londres, 1621. (8vo. Esta exposição trata apenas dos dois primeiros versículos do salmo.)

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